terça-feira, 13 de setembro de 2011

Sammy Hagar: Minuto HM Nos EUA - No Programa That Metal Show

[EXCLUSIVO] Minuto HM nos EUA – fotos do túmulo de Ronnie James Dio e That Metal Show (parte 1/4)

De Minuto HM:

Por Rolfdio:

No mês de aniversário de Ronnie James Dio e dando sequência a série de homenagens que estamos fazendo, o Minuto HM teve a oportunidade de estar nos Estados Unidos para visitar e trazer fotos inéditas do túmulo deste que foi uma das maiores lendas do heavy metal de todos os tempos. Dio está enterrado em Hollywood Hills, no cemitério de Forest Lawn, em Los Angeles, no estado da Califórnia.

Este cemitério fica próximo a Hollywood Boulevard -  famosa por abrigar a tão visitada calçada da fama com dezenas de celebridades do mundo do teatro, TV, música e cinema – e próxima a Sunset Strip, famosa por ser citada por bandas locais de Los Angeles, como o Mötley Crüe, por exemplo, além de ser onde fica a Guitar Center, que possui sua própria “calçada da fama”. Esta sim somente focada no meio musical com grandes celebridades do meio do metal, devidamente imortalizadas. Mas este é assunto para a parte 4 desta exclusiva série.

O cemitério é um lugar muito bonito, extenso e tem como característica abrigar as sepulturas de celebridades americanas do entretenimento e da política. Não  foi uma tarefa fácil trazer estas fotos para vocês, pois além do lugar ser imenso (a vastidão do lugar impressiona), existe um praxe entre os funcionários que lá trabalham em não divulgar a localização dos túmulos das celebridades.

Minha visita foi feita no dia 24/julho/2011. Foram, inicialmente, 3 tentativas de obter a informação da localização do túmulo de Dio em vão. Para cada funcionário eu tentava dar um nome diferente tentando me fazer de desentendido, mas Dio não está cadastrado com seu nome de batismo e sim com seu nome artístico… até que na quarta tentativa, eu já deixando o lugar com um imenso sentimento de fracasso de estar tão perto e não  ter conseguido achar o túmulo, passando pelo centro de informações na entrada do cemitério – entenda-se que neste momento eu estava saindo do lugar – eu arrisco uma última e desesperada tentativa e uma senhora que ficava neste posto me passa uma pista valiosa e me informa, antes de perceber que Dio era uma celebridade, que era preciso ir até o mausoléu para procurar o túmulo.

Este foi um tremendo golpe de sorte. Neste momento, as esperanças voltaram e novamente manobrei o carro para dentro do lugar e após uns cinco minutos dentro do cemitério eu localizo o tal mausoléu que fica afastado dos demais lugares tidos por mim como prováveis para abrigar a tal sepultura -  e que seria no Brasil o equivalente a localização das gavetas funerárias, mas obviamente com um nível de organização e limpeza que só um país de primeiro mundo poderia ter.

Bom, daí comecei a andar pelo lugar debaixo de um sol escaldante e, alguns minutos depois, consegui enfim encontrar o túmulo do grande mestre Ronnie James Dio. O túmulo tem como adorno dois jarros laterais com as figuras desenhadas do famoso “devil horn salute” que, segundo o próprio inventor, trata-se de um legado de sua avó de ascendência italiana que fazia o tal gesto para afastar coisas ruins do seu caminho e que nada tem a ver com a sua “utilização” de evocar algo demoníaco.

Em cima do túmulo, existe uma pintura muito bonita remetendo um estilo sacro e no proprio túmulo vem a inscrição “The Man On The Silver Mountain” na parte de cima e logo abaixo vem o nome “Ronnie James Dio” de forma estilizada como sua assinatura e por fim sua data de nascimento e morte – 10 de Julho de 1942 e 16 de Maio de 2010.

Foram momentos de muita emoção. Poder estar ali fazendo um singelo tributo a esta lenda do heavy metal foi algo que ficará para sempre na minha lembrança. Eu coloquei uma palheta que eu andava na carteira junto ao túmulo e fiz uma oração para os deuses do metal pedindo que nos ajude a manter viva a lembrança deste monstro sagrado. Dio nunca será esquecido pela família do Minuto HM. Nunca.

Após uns 20 minutos estando ali e prestando o meu singelo tributo, eu vejo duas pessoas se aproximando do lugar onde eu estava. Eram, simplesmente, Don Jamieson e Eddie Trunk em pessoa. Dois dos 3 apresentadores do programa da VH1, o That Metal Show, que já falamos por aqui.

Ao perceber quem eram, eu pedi uma foto. Eles foram bastante solícitos comigo e Eddie comentou que Dio estava orquestrando aquele encontro e, ao saber que eu era do Brasil, disse que somente um artista como Dio poderia estar por trás disso e acrescentou que um dia gostaria de conhecer nosso país. Meu grande irmão Eduardo Rolim me avisou que, via twitter, Eddie Trunk havia postado comentários bem bacanas sobre esse encontro (e os tweets estão abaixo imortalizados). Aquela era a primeira vez que Eddie havia retornado ao cemitério após a cerimônia de enterro de Dio – ele foi uma das celebridades que discursou na cerimônia de enterro. Realmente, foi um dia e tanto para mim.

As coisas sensacionais do dia não acabavam aí. Ao entrar no carro para ir embora, Eddie Trunk me parou e me disse que eu estaria entrando na lista de convidados para assistir a gravação do programa (That Metal Show) que seria gravado em Los Angeles e que eu estaria na lista de convidados dele. O programa teria, como convidados, Lars Ulrich e Sammy Hagar (!) e ele acrescentou que faria uma citação deste encontro no programa (!!).

Fui ao programa e tive a oportunidade de participar desta experiência fantástica, de ver os bastidores de como o meu programa favorito de TV é rodado; conhecer e conversar com Steven Adler (Guns N’ Roses); trocar muitas ideias com muitos fans de Van Halen, Sammy Hagar e Metallica; fazer um high-five com Sammy Hagar e Lars Urich (!!!); ouvir em primeiríssima mão informações sobre o novo CD do Metallica que sairá ainda este ano e de conversar; tirar mais uma foto com esse grande sujeito que é o Eddie Trunk e entender de perto por que ele é um formador de opinião do gênero do heavy metal nos Estados Unidos e respeitado por todos do meio… mas aí é material para outro post (a parte 2).


 
Me despeço aqui mais uma vez fazendo (mais) uma homenagem aquele que foi, é e sempre será uma das maiores lendas do Heavy Metal de todos os tempos: Ronnie James Dio!

Aguardem, portanto, as partes 2 e 3 desta série, que trarão minha participação no That Metal Show (com mais fotos e um vídeo exclusivos), e a última parte que trará um pouco da famosa Sunset Strip e a Guitar Center, também com fotos exclusivas.

Long Live Rock and Roll!

Rolf.

Colaborou: Eduardo.

[EXCLUSIVO] Minuto HM nos EUA – gravação do That Metal Show (parte 2/4)

Após a emoção de visitar o túmulo de Ronnie James Dio, dei um tremendo golpe de sorte ao encontrar na mesma ocasião com Eddie Trunk e Don Jamieson (apresentadores do programa That Metal Show). Durante este coincidente encontro, tive a oportunidade de conversar com os dois, tirar fotos e isso me rendeu um convite para estar presente na gravação do show que desta vez estaria ocorrendo em Los Angeles, nos estúdios da Sony Pictures, mais precisamente na Sony Pictures Studios – Stage 25, 3982 Overland Avenue (Overland Gate and Parking Structure), Culver City, California. A gravação do show ocorreria na terça-feira, 26/julho2011, na parte da tarde e mais um golpe de sorte me arrematou, pois eu iria partir dos EUA na quarta-feira. Realmente foi uma grande sequência de grandes emoções.

Na terça-feira do dia da gravação, cheguei as 14:00 onde encontrava-se uma recepção improvisada no térreo do prédio com organizadores do show conferindo na lista as pessoas que já teriam seus nomes na lista para serem a platéia do show. Entrei junto com umas 50 pessoas e fomos direcionados para o estúdio 25 em uma fila indiana muito bem organizada e com todos muito respeitosos. O show teria as entrevistas de nada menos que Lars Ulrich e Sammy Hagar. 


Curioso que quando eu estava em Las Vegas, eu fiz questão de “forçar” o grupo de pessoas que eu estava a entrarmos, conhecermos e almoçarmos no Cabo Wabo Restaurant. Trata-se de uma franquia do Sammy “The Red Rocker” Hagar que além de possuir este restaurante, ainda era responsável por gerir um negócio de fabricação de Tequila, mas que durante a entrevista no That Metal Show deixou claro que não era mais responsável pelo negócio. O restaurante é bem bacana e possui um painel com fotos dele com celebridades da música, além de umas guitarras dele emolduradas na parede – trataremos isso em outro post.
 Recepção e fila.

Antes de entrar no estúdio, Steven Adler (ex-baterista do Guns N’ Roses), figurinha fácil em Los Angeles, estava por lá e foi bastante solícito, tirando fotos e conversando com todos os que estavam na fila.

 Steven Adler e Rolf.

Ao entrar no estúdio com orientações dos organizadores do show, todos são acomodados nas pequenas “arquibancadas” da plateia. Existe um DJ convidado para colocar os sons até o início do show e ficou claro que a proposta era: nenhum clássico deveria ser tocado! Para não dizer que nenhum rolou, o DJ executou “Territory” do Sepultura que sem dúvida é um clássico da banda (Chaos A.D.) e dois headbangers que se sentavam nas posições acima, ao perceberem que eu conhecia a música, trataram de me perguntar de quem era aquele som poderoso. Após uns 15 minutos de espera, um diretor de palco entra e passa as instruções básicas sobre celulares e filmagens. Em seguida são gravados os aplausos. Sim, todos os aplausos são editados. É solicitado que tipos de aplausos sejam gravados para as edições de entrada e saída de bloco. São 30 minutos bem divertidos com um carismático diretor de palco diversificando pedidos de tipos de aplausos da platéia e mais orientações básicas.
 
 
Diretor de palco, produtora e Eddie Trunk.

Em seguida Eddie Trunk, Jim Florentine e Don Jamieson adentram o estúdio e as chamadas com a câmera vindo da grua são gravadas. Em seguida, são feitas as mesmas chamadas com os mesmos sentados. Tudo corre muito bem, sem erros e sem retornos. Em seguida o guitarrista do Testament, Alex Skolnick, é anunciado como o músico convidado do dia e rapidamente se posiciona para então começarem a gravar as saídas e entradas dos blocos com algum solo. O cara mandou muito bem e foi bastante solícito ao ser interpelado pela audiência que estava literalmente ao lado.

Eddie Trunk então inicia o show de forma muito boa: tecendo comentários bastante positivos sobre o novo material do Queensrÿche e sobre a carreira da banda como um todo. Foi mundo bom ouvir dele tais elogios, afinal, trata-se de um grande formador de opinião no meio, algo tão positivo.

Em seguida, Lars é anunciado e entra de forma bem distante da galera, frustrando alguns fãs ensandecidos que esperavam ansiosamente por, ao menos, um rápido cumprimento ou algo um pouco mais próximo. Lars entra, se senta e a equipe de maquiadores dá o último retoque em sua avançada testa calva – e o show começa.

Lars comenta do material novo, das composições com Lou Reed, do setlist de 10 músicas onde ele cita como “Easier Heavy Metal Songs” e no melhor estilo “Jamie Songs” com letras dark e sem uma formatação básica geral. Lars adianta também que confirmou que participará de um filme estrelado por Nicole Kidman em 2012 em um papel pequeno, mas que lhe trouxe uma alegria muito grande em estar próximo da sétima arte novamente.

Ao comentar sobre o material novo, todos estão bastante a vontade e o clima é o mais descontraído possível até que Jim Florentine desfere uma pergunta para Lars sobre um tema muito polêmico: o Napster!!! Sim, amigos, o clima visivelmente ficou tenso e o desconforto do convidado fica evidente. O clima pesou um pouco no estúdio e logo que o assunto começa, Lars muda seu semblante.

Decorrem-se pontos de um lado e do outro, mas acho que de tudo que se falou nesta entrevista, o mais relevante foi o que Lars reforçou – e que de fato é preciso dar a mão a palmatória – que dizia mais ou menos assim: “Na época, a classe artística soava uníssona para que os artistas tomassem uma posição contrária ao que estava acontecendo. Estávamos todos vendo o produto de nosso trabalho saindo de nossas mãos de uma forma que não concordávamos e ninguém fazia nada. Todos os artistas na época queriam tomar uma atitude, mas na hora que eu fui a público lutar pelos nossos direitos, todos aqueles que me apoiavam simplesmente se esconderam e lá fui sozinho dizer o que todos ali gostariam de dizer e fazer. Depois de todos esses, sou eu que ainda respondo por isso…”. Realmente, é algo a se pensar. Muitos criticam Lars por sua atitude nada democrática quanto ao ponto, mas acho que os que de fato o fazem, se esquecem de que ele não estava ali sozinho. De jeito nenhum!!! Muitos, se tivessem tido a coragem que ele teve, teriam feito a mesma coisa, mas infelizmente, coube a ele levar o fardo de se posicionado contra algo que mudaria a industria fonográfica para sempre. Algo que mudou tudo. Algo feito por um garoto de 16 anos na época. Ninguém poderia prever que isso de fato se consolidaria da forma como foi… e hoje, esse ranço, ainda permanece na figura pequenina de Lars Ulrich.

Na pausa da primeira parte da entrevista com Lars, o clima não é dos melhores e eu sempre tive muita curiosidade de ver como seria a dinâmica de um programa de entrevistas nestas circunstâncias. Lembrou muito a dinâmica de debates políticos. Entram pessoas de apoio do show e de Lars e estes ficam falando com seus “clientes”, retocando maquiagem e esperando a equipe se reposicionar para a entrevista recomeçar. Não houve nenhuma interação entre Lars e os apresentadores do TMS – ao contrário do que ocorreu com Sammy Hagar, onde a descontração foi total com a câmera acionada ou não, conforme será detalhado na próxima etapa desta série.

Após isso, veio o quadro do programa The Throwdown que trata-se de colocar duas opções de discussão de alguma artista ou banda e segue-se uma votação para eleição do melhor, segundo os apresentadores, convidados e público). Neste dia, a tarefa foi eleger qual o melhor disco na opinião de Lars e dos apresentadores: Kill ‘Em All ou Ride The Lightning?

Após uma discussão não tão calorosa – eu diria que foi barbada para o ganhador – o disco de 1984 (o ano do heavy metal – assunto para um futuro post também), Ride The Lightning, foi o grande ganhador. O voto de Lars inclusive foi para ele sob a prerrogativa de que neste disco “a composição do grupo esteve mais presente”, o que pesou bastante para que este disco ganhasse. Foi interessante ver uma opinião do próprio artista em decidir algo sobre a própria obra dele. Em geral esse quadro busca ouvir um posicionamento do convidado sobre outros artistas e, neste caso, foi fácil para Lars Ulrich opinar. Após isso, o clima voltou a melhorar entre as partes e ao final Eddie Trunk deu uma nota sobre King Diamond que passou por uma cirurgia nas costas que o afastou dos palcos por um tempo, mas que na última vez em que foi visto, sua performance continuava sensacional, de acordo com as próprias palavras de Lars.

Para o quadro “Detone o Trunk” (Stump The Trunk), a produção se dirige a plateia nas pequenas arquibancadas e pergunta quem gostaria de desafiar Eddie Trunk com alguma pergunta. Nos programas em que o Minuto HM estava (Lars e Sammy), poucos se voluntariaram a perguntar algo, afinal, trata-se de um momentode exposição para o desafiador. Não só por estar perguntando mas por ter aturar as gracinhas de Jim Florentine. Ao perceberem que haviam poucos se voluntariando a fazer as perguntas, a produção do programa puxa algumas fichas com perguntas previamente preparadas e pede para que as pessoas apenas as leiam. Para esta tarefa, visivilmente mais fácil, mais pessoas se voluntariam e estas são previamente sacadas das arquibancadas para o backstage. Engana-se quem achaque as respostas são acordadas com Trunk. Não, definitivamente as perguntas não são acordadas com ele e tudo o que se passa ao reverter a pergunta para ele é a mais pura forma de concentração para que sejam respondidas. Lars brinca com Eddie Trunk sobre isso, pois as mesmas não são fáceis. Esse foi uma outra dismistificada situação de backstage.
Ao final, Lars se levantou, cumprimentou algumas pessoas rapidamente – apenas um High Five – tudo muito controlado pela produção do programa – conversou um pouco com os apresentadores e partiu feroz!!
 
 Lars e TMS (1).

 Lars e TMS (2).

Ao final do programa, todo o público convidado ganha uma camisa do programa:
Na próxima parte desta série, traremos mais uma gravação do programa neste mesmo dia.

Rolf.

Colaborou: Eduardo.

[EXCLUSIVO] Minuto HM nos EUA – gravação do That Metal Show – “Lady Gaga Must Be Destroyed” e o The Throwdown entre Eddie Van Halen e Joe Satriani (parte 3/4)

Nesta terceira parte exclusiva do Minuto HM nos Estados Unidos, trarei mais um pouco do ambiente e dinâmica do That Metal Show.

Após o término da entrevista com Lars Ulrich, a produção do programa do That Metal Show solicita, gentilmente, que todos se retirem do estúdio e permaneçam do lado de fora aguardando alguns minutos para que o show recomece e dando oportunidade a todos de irem ao banheiro e de pegar algumas garrafas de água disponíveis na passagem do corredor.

Após aguardar aproximadamente 20 minutos, todos são convidados a se sentar novamente  nas pequenas “arquibancadas” do estúdio e a produtora do programa ordena a entrada dos convidados escolhendo onde cada um deve se sentar e garantindo que tudo esteja diferente do programa anteriormente gravado com Lars. O guitarrista do Testament, Alex Skolnick, é mantido como convidado para este bloco e se posiciona como anteriormente.

Após o reposicionamento de todos, Eddie Trunk entra com uma camisa onde lia-se claramente nas costas “LADY GAGA MUST BE DESTROYED”. Ele passeia de costas para o público fazendo questão de mostrar essa “singela” mensagem (ATENÇÃO: o Minuto HM não é contra nem a favor da artista referida e apenas limita-se aqui a narrar a experiência observada) e arranca aplausos efusivos do público por alguns minutos. O pessoal vai a loucura com essa atitude inusitada de Trunk que desfilou – por assim dizer – pelo estúdio.

Em seguida, um quadro do show é discutido e o tema foi “qual o melhor vocalista de heavy metal da década de 80?”. Após uma calorosa discussão onde concorreram Axl Rose, Sebastian Bach, Geoff Tates entre outros, Bruce Dickinson vence na votação da platéia e dos 3 apresentadores.

Em seguida, Sammy Hagar é convidado a entrar e se sentar junto a Eddie Trunk, Jim Florentine e Don Jamieson. Sammy Hagar está totalmente a vontade com os convidados, fazendo muitas brincadeiras e com jeito totalmente descontraído – totalmente diferente do ambiente com Lars Ulrich que acabara de deixar aquele mesmo estúdio havia uns 30 minutos. Trajando bermuda e chinelos coloridos, no melhor estilo californiano, Sammy Hagar é o que há de mais carismático, entusiasmo e presença de um show-man tomando a cena logo nos primeiros minutos em que adentra o lugar.

Trunk então inicia a conversa falando do lançamento da autobiografia de Hagar e ressalva que o livro é muito mais do que somente a experiência dele no Van Halen (esta parte do livro é a que tem sido mais comentada nos meios de comunicação especializados) e Eddie Trunk rebusca bastante pelas fases com Ronnie Montrose  e a fase solo “5150”. A conversa evolui bem entre os apresentadores e Hagar, e, após comentar alguns detalhes que constam no livro – como a certeza de que ele seria chamado para integrar o Van Halen após a saída de Dave Lee Roth e o gosto por carros esportivos, que lhe garantiu um encontro com Eddie Van Halen – Hagar comenta da sua desistência do negócio de fabricação de Tequila – Cabo Wabo.

Hagar comenta que para continuar no “run the business”, ele teria que cumprir uma agenda de negócios que não lhe interessava. Citou como exemplo as ligações às 06:00 da manhã para tomar decisões de negócios que lhe deixavam enfurecidos e, nestas ocasiões, ele percebeu que  aquilo não era para ele e que não mais faria empreendimentos dessa maneira – Hagar ainda possui um restaurante em Las Vegas, o Cabo Wabo em Las Vegas, mais precisamente na Las Vegas Boulevard Strip e foi dono da Cabo Wabo Night Club que empreendeu com Eddie em Cabo San Lucas, na Califórnia.

Em seguida vem o quadro The Throwdow e o TMS não perdoou. O embate seria entre quem é o melhor guitarrista: Eddie Van Halen ou Joe Satriani. É, amigos, esse foi o embate  colocado em discussão. Reparem que Lars Ulrich teve vida muito fácil quando participou do programa minutos atrás.

Quem seria, na opinião de Sammy Hagar, o melhor guitarrista? Sem titubear, Hagar desfere “Satriani!” e explica que, em termos de técnica, Satriani era muito superior a Eddie Van Halen. Alguns outros pontos são adicionados no racional de Hagar para justificar sua escolha e um dos mais relevantes – além do aspecto teórico-musical – é a liberdade que Satriani dá a Michael Anthony no Chickenfoot em criar as linhas de baixo. No Van Halen, Michael Anthony seguia as referências que Eddie sempre “recomendava” ao baixista.

Em geral, segundo palavras de Hagar, as “recomendações” eram sempre buscando algo mais linear nas levadas do baixo, ou, na linguagem dos “baixistas-cozinha”, algo mais “na cabeça” tornando a “cama” dos riffs e dos solos mais “retas” (perdoem-me pelo excesso de metáforas) e que seria considerado um “ponto negativo” para Eddie como músico. Mesmo sendo um argumento questionável de Hagar para se justificar – mesmo que isso isso explique muito da sonoridade do Van Halen – numa situação como a do Van Halen, faz todo sentido desenvolver a mesma sonoridade de Michael Anthony de cobrir o som com uma base mais cheia, mais reta e menos “desenhada” (mais metáforas!!). Será muito interessante ler a opinião de vocês sobre isso – caso vocês tenham chegado até aqui e obviamente queiram opinar/comentar! :-)

No intervalo, ao contrário do que aconteceu com Lars, a interação com os apresentadores é total e a descontração continua.

Após esse embate capcioso, a esposa de Sammy Hagar, Kari Hagar – que sentava-se na fileira a frente da minha – questiona Eddie Trunk do por que o marido não estava elencado na enquete do início do bloco (os melhores vocalistas da década de 80) e eis que Eddie Trunk, do alto de décadas de conhecimento de hard e metal, desfere “mas é que o Sammy Hagar começou na década de 70 e não se enquadra na enquete dos vocalistas dos anos 80” … é, amigos, ver a esposa de Hagar não saber que o sujeito tem mais de 34 anos de estrada foi algo impressionante, ou, não ter se atentado ao fato que a enquete englobava o “surgimento”, do ponto de vista de projeção do vocalista, foi complicado. Foi uma perda de uma grande oportunidade de permanecer em silêncio.

Ao final, Hagar se despede de todos e o show termina com a tradicional sessão de fotos e com a platéia sendo permitida a falar com os apresentadores. Eddie Trunk é o mais assediado e o mais solícito de todos.

Bem, de todos os pontos da sua carreira (Montrose, Sammy Hagar solo, Van Halen, Waboritas e Chickenfoot), fica aqui uma opinião deste humilde participante da família do metal: trata-se de um cara lutador, talentoso e que merece todo o nosso respeito pela sua obra.

Abaixo, mais algumas fotos, após o término da gravação:
 
Eddie Trunk
 
Rolf e Eddie Trunk

 
 
 
 
The Red Rocker (1)
 

The Red Rocker (2) – autógrafos
 

The Red Rocker (3) – autógrafos
Rolf.
Colaborou: Eduardo.

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