sexta-feira, 29 de julho de 2011

Van Halen: Entre os 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer (Livro)

Por Daniel Assumpção:

"VAN HALEN I" e "1984" citado entre os melhores
Existe um livro chamado 1001 DISCOS PARA OUVIR ANTES DE MORRER.. Muita gente conhece já.. É um "tijolo" com quase mil páginas sobre os melhores álbuns da música mundial já produzidos até 2006.. Foi elaborado por dezenas de caras do meio, como produtores, escritores do assunto, e gente que já trabalhou com diversos artistas de diversas épocas..

O VAN HALEN tem 2 álbuns incluídos dentre os mil e um: "Van Halen I" e "1984"...

Só pra compartilhar com a comunidade, abaixo está transcrito o que os caras escreveram sobre estes álguns, justificando-os como 2 dos melhores álbuns já produzidos pela música até hoje..

Na íntegra:

...

"Van Halen" (1978)

"A história do trash em meia hora? Com o tempo de duração mais curto desde as primeiras investidas dos Beatles, o novo Led Zeppelin reescreveu o manual de instruções. Antes, o hard rock fazia barulho. Agora, fazia pular.

O líder, David Lee Roth, o baixista Michael Anthony, o baterista Alex Van Halen e seu irmão, o guitarrista Eddie Van Halen, foram descobertos em 1976 por Gene Simons, o ídolo do Kiss. Ele botou a banda para gravar algumas demos - que incluíram faixas para o novo disco do Kiss, “Love Gun”- e tentou sem sucesso recrutar Eddie.

Mas o Kiss, como todas as bandas de hard rock, foi obscurecido pelo Van Halen - e nada explica melhor o porquê do que este impressionante álbum de estréia. Das buzinas de carro que anunciam Runnin' With The Devil à arrasadora On Fire, o disco é um mistura insuperável de elegância sonora e letras lascivas. O que destacar? Pode-se começar com Eruption, um show de Eddie que, segunda a revista “Guitar World”, só perde para o solo de guitarra de Stairway to Heaven. Ou You Really Got Me, uma versão dos Kinks considerada superior à original pelo próprio Ray Davies; ou Ain't Talkin' 'Bout Love, sampleada pelo 2 Live Crew e pelo Apollo 440 (e o riff do supersucesso de 1988 Wild Thing/de Tone Loc foi tirado de Jamie's Cryin'); ou Ice Cream Man, composta por John Brim, um músico de blues, mas com uma originalidade emprestada por Roth.
Em 1999, a Recording Industry Association Of American (RIAA) premiou o Van Halen com um disco de diamante pela venda de 10 milhões de cópias nos Estados Unidos. Entre os compradores dos discos certamente se incluem os que perpetraram o hair metal dos anos 80, mas não se deve amaldiçoá-los. Eles pecaram sim, mas a causa era nobre. Como disse Roth, “nós vendemos esperança, fé e júbilo, exatamente como um monte de religiões”.

"1984" (1984)

“1984 mostra a visão machista e agressiva que o vocalista do grupo, David Lee Roth, tinha da Califórnia do princípio dos anos 80: um lugar onde o sexo vem em primeiro lugar, sejam pelas pernas excitantes ou professoras que seduzem seus alunos.
1984 não é um álbum profundo no que diz respeito às letras, mas foi revolucionário pelo seu som. Num momento em que a new wave era o gênero pop dominante, uma banda de rock pesado fez algo impensável e incluiu teclados no seu som. Olhando para trás, é possível pensar que já havia indícios de um novo caminho quando Eddie Van Halen, guitarrista e líder musical, tinha tocado no megasucesso de Michael Jackson, Beat It, de 1983, e – aparentemente – tinha pensado em incluir sintetizadores nos álbuns anteriores do Van Halen. Encontrou alguma resistência na época, sobretudo por parte de Roth. Mas em 1984 a banda concordou com a visão de Eddie e a aposta musical teve amplo retorno: o álbum vendeu 10 milhões de cópias e o single Jump tornou-se um clássico.
Jump traz Eddie nos teclados, mas a maioria das músicas do álbum – exceto a instrumental 1984 e a balada I’ll Wait, cheia de sintetizadores – provou que ele não tinha deixado de ser um virtuose na guitarra. A alegria transbordante de Roth transparece sempre, uma encarnação do jeitão adolescente da banda que parece estar em toda parte, especialmente em Panama, uma música que é ao mesmo tempo sobre uma mulher sedutora e sobre um carro de esporte. Pode uma palhaçada ridícula, mas era exatamente esta a intenção.”
Colaboração: Daniel Assumpção.

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