sábado, 23 de abril de 2011

Van Halen: Dar Pau Em Quem Odeia é Moleza...

Sammy Hagar (pastor) & David Lee Roth (garanhão): Turnê conjunta em 2002, enquanto isso, irmãos Van Halen's na rabada! (rs).

De VanSucks.blogspot.com:

“Van Halen dos bons tempos fazia você querer beber, dançar e transar. O Van Halen atual encoraja as pessoas a beber leite, guiar um Nissan e ter relações estáveis”.
Essa declaração de David Lee Roth no meio da década passada poderia ser a única coisa presente nesse post. Mas seria injusto demais deixá-la solta no ar, sem ser encaixada em um contexto. É importante esclarecer, antes do que virá a seguir, que eu considero o Van Hagar uma boa banda, com excelentes músicos e várias boas canções. Mas eles enterraram o melhor grupo que surgiu entre o fim dos 70’s/início dos 80’s.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
Nada era mais original e fantástico que o Van Halen dos primeiros álbuns. Uma banda que despejava adrenalina como nenhuma outra fazia naquele momento. De repente, do nada, o vocalista deixa o quarteto e tudo vai por água abaixo. É chamado o já popular à época Meia Bunda (afinal de contas só uma meia bunda para ter um Semi Rêgo), cantor que tinha como maior característica ser um verdadeiro picolé de gelo, um nada, uma nulidade na face da terra, bem como gostam os americanos comuns.
E a mesma coisa aconteceu com o Van Halen. Claro que a genialidade de Eddie ainda estava lá, sobressalente, assim como a maestria de Alex – um dos bateristas mais subestimados da história, talvez por não ter morrido cedo. Mas o grupo que fazia letras sobre os prazeres da vida passou a explanar pieguices que fariam Roberto Carlos arrancar a outra perna de tanta raiva. Saiu o “eu quero te pegar e levar pra cama/junto com a gostosa da sua irmã” e entrou o “oh, meu amor, você é o sol da minha vida/ a luz do meu viver, a razão da minha existência”. Que papo mais tia carola.
Apesar dos pesares, “F.U.C.K.” (1991) e “Balance” (1995) são dois ótimos trabalhos. Talvez por justamente terem se distanciado um pouco da melosidade de seus antecessores, adicionando um pouco mais de punch. Mas ainda assim passam longe da genialidade dos primeirões, onde a energia transbordava via tímpanos e se exaltava a paudurescência e a xotice, ao invés de cantarolar emoções de um amor eterno. Em suma, a diversão putanesca morreu e a seriedade burocrática do dia-a-dia apareceu com Semi Rêgo.

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