sábado, 23 de abril de 2011

Van Halen: 5 Discos Para Conhecer Sammy Hagar


Começando hoje um novo quadro na Van. Semanalmente, escolheremos um artista e indicaremos cinco trabalhos para dar uma idéia geral de sua carreira. Não se trata necessariamente dos melhores. A idéia é mostrar fases variadas, escolhendo um exemplar de cada. Para começar, o Red Rocker!
 

Montrose – Montrose [1973]
O primeiro disco de heavy metal a ser gravado nos Estados Unidos. Assim alguns críticos da mídia especializada local se referem à estreia da banda de Ronnie Montrose, já conhecido por trabalhar com artistas como Van Morrison, Herbie Hancock e Edgar Winter. Curiosamente, apesar de hoje ser uma referência no estilo, o álbum não obteve grande repercussão quando lançado. A grande responsável foi a Warner Brothers. A gravadora colocou o grupo como opção secundária, dando prioridade de divulgação ao Deep Purple e os Doobie Brothers. Apenas “Bad Motor Scooter” fez relativo sucesso nas rádios rock, levando o play a um modesto número 133 na parada da Billboard.
Mas com o passar dos anos, o álbum foi ganhando status de ‘cult’ entre os apreciadores do estilo. Músicas como “Rock the Nation”, “Rock Candy” e “Space Station #5” – essa última regravada pelo Iron Maiden e utilizada como b-side no single “Be Quick or Be Dead” – conquistaram novas gerações, impulsionadas pelo sucesso da carreira de Sammy Hagar nas décadas posteriores. O debut do Montrose ficou em quarto lugar na eleição da revista Kerrang para o melhor disco de metal de todos os tempos, realizada em 1989. Como curiosidade, o fato de ele ter sido produzido por Ted Templeman, o homem que participou diretamente de todo o sucesso do Van Halen na era David Lee Roth.

Faixas:
01. Rock the Nation
02. Bad Motor Scooter
03. Space Station No. 5
04. I Don't Want It
05. Good Rockin' Tonight
06. Rock Candy
07. One Thing On My Mind
08. Make It Last


Sammy Hagar – Standing Hampton [1981]
O sexto trabalho de estúdio da carreira solo de Sammy marca sua estreia na Geffen Records, após anos de frustrações e incompatibilidades com sua antiga companhia, a Capitol. Contando com um suporte maior da nova gravadora, Standing Hampton obteve a posição de número 28 nas paradas norte-americanas, melhor resultado da carreira do cantor até aquele momento. Em pouco tempo, o disco foi premiado com platina, pela marca de um milhão de cópias vendidas.
 
O motivo de tanto sucesso está refletido em canções que o tempo se encarregou de transformar em clássicos, como o hino “There’s Only One Way to Rock”, que chegou a constar até mesmo nos setlists do Van Halen. Outros destaques vão para “I’ll Fall in Love Again” (que entrou na trilha sonora do filme Em Busca da Vitória), “Baby’s On Fire” e “Heavy Metal”, composta em parceria com Jim Peterik, do Survivor. O encerramento vem com uma versão para “Piece of My Heart”, composição de Bert Berns e Jerry Ragovoy, imortalizada na voz de Janis Joplin.

Faixas:
01. I'll Fall in Love Again
02. There's Only One Way to Rock
03. Baby's on Fire
04. Can't Get Loose
05. Heavy Metal
06. Baby, It's You
07. Surrender
08. Inside Lookin' in
09. Sweet Hitchhiker
10. Piece of My Heart




HSAS – Through the Fire [1984]
Tirando umas férias de sua banda principal, o guitarrista do Journey, Neal Schon, convidou Sammy Hagar para um projeto paralelo. Após alguns testes, completaram o line-up o baixista Kenny Aaronson (Dust, West Bruce and Laing, Foghat) e o baterista Michael Shrieve (Santana, Pat Thrall). Through the Fire tem a peculiaridade de ter sido gravado ao vivo, nos dias 14 e 15 de novembro de 1983, em San Jose, California. O barulho da plateia foi removido em estúdio, mas existe um especial gravado pela MTV que mostrou as apresentações mantendo o som da audiência.
Misturando o senso melódico de Schon com a pegada rocker de Hagar, o álbum traz grande momentos, como na ótima “Missing You”, que resume o trabalho proposto em seus quatro minutos e meio. “Valley of the Kings”, “Hot and Dirty” e “My Home Town” também merecem destaques. E, apesar de naquela época não ser algo tão comum quanto hoje em dia, os caras fizeram um cover para “Whiter Shade of Pale”, do Procol Harum. Basta dar uma pequena garimpada na net que você verá quantos artistas já regravaram essa canção. Mesmo assim, a versão aqui executada é bem agradável.

Faixas:
01. Top of the Rock
02. Missing You
03. Animation
04. Valley of the Kings
05. Giza
06. Whiter Shade of Pale
07. Hot and Dirty
08. He Will Understand
09. My Home Town




Van Halen – For Unlawful Carnal Knowledge [1991]
Embora tenham alcançado grande êxito comercial, os dois primeiros lançamentos do Van Halen com Sammy Hagar desagradaram os fãs mais conservadores. O excesso de teclados e a produção mais detalhista deixaram o som do grupo um tanto quanto limpo para os padrões que o consagrou. Para marcar a volta ao hard rock comandado pelos riffs de guitarra, Ted Templeman voltou a operar as máquinas, após alguns anos brigado com os irmãos VH. Para auxiliá-lo, foi chamado Andy Johns, conhecido por seu trabalho junto a lendas como Rolling Stones, Led Zeppelin e Free.
A furadeira de Eddie Van Halen abre o trabalho em “Poundcake”, mostrando que o peso estava de volta em doses cavalares. Outras que foram lançadas como single foram “Runaround” e “Right Now”, que ganhou o prêmio de melhor videoclipe do ano no MTV Video Music Awards de 1992. O troféu foi entregue por Mick Jagger. A instrumental “316” é uma homenagem a Wolfgang, filho de Eddie e atual baixista da banda, que nasceu no dia 16 de março (3/16). A faixa de encerramento, “Top of the World”, abre com o riff de guitarra que aparece no fim do mega-clássico “Jump”, de 1984. Graças a uma verdadeira injeção de adrenalina sonora, o Van Halen teve sua credibilidade restaurada junto aos mais radicais.

Faixas:
01. Poundcake
02. Judgement Day
03. Spanked
04. Runaround
05. Pleasure Dome
06. In 'N' Out
07. Man On A Mission
08. The Dream Is Over
09. Right Now
10. 316
11. Top Of The World




Chickenfoot – Chickenfoot [2009]
A expectativa era grande desde o anúncio da formação do projeto. Após a desastrosa tentativa de volta do Van Halen, Sammy Hagar e Michael Anthony se uniam aos grandes Joe Satriani e Chad Smith. Era praticamente como juntar uma seleção de craques usando a camiseta do mesmo time. Enquanto alguns criticaram a diversidade que o álbum de estreia do Chickenfoot oferece, muitos aprovaram e o disco de ouro logo foi alcançado. A musicalidade acima de qualquer rótulo marca o trabalho do Chickenfoot. Mas a base da proposta musical continua sendo o rock and roll pesado e com atributo técnico superior sem soar como uma mera exibição.
Foram lançados três singles de divulgação, para as faixas “Oh Yeah”, “Soap on a Rope” e “Sexy Little Thing”. Além delas, outros sons de qualidade são facilmente encontrados, desde a abertura com “Avenida Revolution”. Outro destaque impossível de não ser feito vai para “Turnin’ Left”, com sua levada impressionante, que vicia desde a primeira escutada. Mesmo a balada “Learning to Fall”, considerada um momento menor por alguns críticos mais exigentes, traz uma melodia muito bonita, mostrando que uma música pode ser ‘melosa’ sem abdicar da qualidade. Uma estreia para deixar todos com expectativa pelo que vem adiante, embora ainda não se saiba oficialmente se Chad vai continuar, devido ao conflito de agendas com o Red Hot Chilli Peppers.

Faixas:
01. Avenida Revolution
02. Soap on a Rope
03. Sexy Little Thing
04. Oh Yeah
05. Runnin' Out
06. Get It Up
07. Down the Drain
08. My Kinda Girl
09. Learning to Fall
10. Turnin' Left
11. Future Is the Past

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