quinta-feira, 10 de março de 2011

Alex Van Halen: All About Him

Boa tarde galera, sou o Érico, colaborador aqui do blog. Sou o manager do Twitter Van Halen Brasil (http://twitter.com/VanHalenBrasil), do Facebook Van Halen Brasil e era o manager do YouTube com os vídeos mais acessados do Van Halen na internet, mas que infelizmente foi deletado devido à reinvindicações de violação de direitos por parte da rede de televisão japonesa WOWOW, era o youtube.com/esalutti


Colaborei por muito tempo com a comunidade do Van Halen no Orkut, sendo co-proprietário e moderador, a comunidade você pode acessar clicando aqui


Resolvi fechar meu Orkut e fui presenteado pelo meu amigo Humberto, com um arquivo contendo todas as publicações interessantes que fiz, e para que isso não fique perdido no meu computador eu resolvi postar aqui.


Esse post vem falando sobre a sonoridade do Alex, espero que gostem, e se forem copiar, citem a fonte, visto que o texto é original, e eu não copiei de lugar algum.


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O Alex é fodástico!!!


Toca muito bem, tem uma técnica apuradíssima, sabe tocar pra banda, sabe ser simples, conhece muito bem a técnica do "MENOS É MAIS", mas também sabe destruir quando preciso!


Tem personalidade na escolha do kit, no modo de tocar, no som característico dos seus tambores!


Toca forte, com uma pegada sensacional aliada à uma afinação sem abafadores, que faz o som bater no peito, mexer com o coração! Tambores grandes na mão desse grande baterista virão canhões de guerra!


O Alex ficou conhecido pelo som que tirava de sua Ludwig Supraphonic 411 Supersensitive 14 x 6,5 (diferente da Supraphonic 402 14 x 6,5 do Bonham como muitos confundem). Como pele batedeira ele usava a Ludwig Weater Master Clear Heavy mod. LW4114, na resposta uma Remo Ambassador. Batedeira com afinação alta, praticamente estalando, e a resposta com afinação média. A esteira o Alex deixa soando de modo bem rústico, aperta somente o necessário para ela começar a funcionar.


Na última turne reunion, em 2004 o Alex trocou a sua Supraphonic pela Black Beauty de 14 x 6,5 porém desta vez com um detalhe custom, os aros die-cast. O modelo que ele usou é o 416, mas as peles e a afinação continuaram a mesma.


Entre o início da carreira e os dias atuais o Alex usou mais algumas outras caixas, dentre elas modelos simples em aço e até uma 14 x 8 e uma 14 x 10 em Maple na turnê do F.U.C.K, as peles variaram também, indo de Remo Emperor Coated até CS Clear e CS Coated, mas para gravar ele não abandonava a sua 411.


...


Ah, esqueci de dizer, na minha opinião, os melhores sons de bateria do VH estão no Balance e no F.U.C.K..


Falem o que quiser, mas ouçam Runaroud e Don't Tell Me...


Sem comentários pro som da bateria!




Brown SoundL Não é só o Eddie que tem o BS, o Alex também tem, e o irmão das seis cordas sempre fez questão de dizer isso... vocês sabem de onde vêm o BS da titia Alexandrina??


Pra quem acha que é fácil criar uma tonalidade específica, no caso estou falando o Brown Sound, imagine então criá-la para dois instrumentos totalmente diferentes, que é o que os irmãos fizeram. Aliás, no mundo da música, só conheço quatro pessoas que criaram timbres tão fortes que viraram marcas personalizadas, ou seja, é só você ouvir três segundos do timbre que já sabe quem está tocando, no caso são:




Alex Van Halen
Eddie Van Halen
Santana
John Bonham


Claro que tem outros milhares de timbres marcantes, mas estamos falando aqui daqueles que, na minha opinião, qualquer leigo em música sabe distinguir!


O Alex sempre foi maníaco com o timbre da sua bateria. Eu posso dizer isso pois eu também sou, e sou muito!!! Eu fiz uma análise criteriosa há alguns anos sobre o timbre do cara, ouvi todos os discos com fone de ouvido, somente reparando na bateria, fiz o mesmo com o Led Zeppelin, ouvindo todos os discos, e com alguns discos do Aerosmith, KISS e Rolling Stones, discos onde eu achava que o timbre da bateria valia a pena ser estudado. Fiz isso pois estava buscando criar um timbre ideal na minha, estava prestes a comprar uma nova bateria, totalmente customizada, onde eu pudesse encomendar os tambores ao meu modo, para tanto fiz a análise antes.


A tia Alexania sempre buscou um timbre que o agradasse, ele fez isso até o álbum OU812, daí em diante sua evolução musical falou mais alto que seu ego. O que ocorre é que até o OU812, e estou incluindo ele também, o Alex tocava pra ele, fazia o som pra ele, desde a escolha dos tambores, das medidas, das peles, da afinação, enfim, tudo girava em torno do som que agradasse ele.


Depois do OU812, e provalmente isso vem do encontro entre Alex e Andy Johns, produtor do F.U.C.K. e excelente técnico de som, o Alex passou a timbrar sua bateria para a música, para o álbum, não mais para ele. Isso é uma coisa dificílima, pois ele sempre fez isso sem perder o Brown Sound. O Alex passou a dinamizar a escolha de tambores, de peles, a posição dos microfones durante as tours, gigs e gravações. A escolha dos efeitos, compressores, eq's, enfim, tudo passou a ser feito trabalhando-se para a banda. Daí vem a minha opinião, que eu já expressei diversas vezes, de que o Alex evolui muito do F.U.C.K. para frente, e que seu ápice como músico estão nestes discos que se seguem, incluindo o VHIII.


Comprei um DVD nos EUA (esse DVD não tem no Brasil, e mesmo lá fora é muito difícil de achar) com o Jeff Ocheltree, o cara foi o técnico de som do Bonham e já trabalhou com o Alex. O Jeff conta que foi o Alex quem desenvolveu o sistema de retorno in-ear, usado hoje no mundo todo, por todos os tipos de artistas. O Alex não se contentava com o retorno usado à época, com PA's do lado da batera. Ele não conseguia sentir o timbre da sua batera nem dos outros instrumentos. Aliás, o Jeff criou para o Alex uma bateria toda em bronze, com os cascos sendo feitos com a liga de bronze B8 dos pratos suíços Paiste 2002, os mesmos que o Alex usa. O Jeff derreteu os pratos e moldou os cascos. O resultado foi tão bom que a Paiste lançou alguns modelos de caixa com esse metal, mas ficaram pouco tempo no mercado, pois eram caríssimas. A bateria o Alex nunca usou em shows, apesar do timbre maravilhoso dela... o Alex tinha dois problemas, não podia usar batera de outras marcas sem romper o contrato com a Ludwig, empresa que sempre o ajudou, desde o começo da carreira, e isso ele nunca quis, além disso a bateria pesava quase 1 tonelada, o que demanda muito trabalho pra viajar com ela, pros roadies montarem e desmontarem.


Maaaas, não deixarei vocês na curiosidade. Alguns devem estar se coçando para ouvir o timbre da batera não é? Ok... para a felicidade de vocês Carl Palmer, do ELP e o Danny Carey do Tool ficaram com inveja, e pediram para o Jeff confeccionar uma igual a do Alex para eles, só que com bumbos e surdos menores do que os do Al, de resto a batera é igual. O Danny tentou usar a batera em tour, fez isso por um tempo, aí acho que de tanto os roadies reclamarem ele desistiu. Mas o Danny montou a bicha no estúdio e gravou uma participação no DVD do Jeff, pra quem tá curioso em ouvir o som da bateria que o Alex pediu (e que com certeza já deve ter sido muito usada dentro do 5150) aqui está:





Equipamentos do Alex


Seguem os equipamentos utilizados pelo Alex em uma de suas tours com timbre mais bonito ao vivo:




Balance tour 1995-1996
Bateria:
  • Bumbo Ludwig Classic Maple 24" x 16" com pele Remo Clear PowerStroke 3 (batedor de madeira)
  • Bumbo Ludwig Classic Maple 24" x 16" com pele Remo Clear PowerStroke 3 (batedor de madeira)
  • Tom Ludwig Classic Maple 10" x 8" com pele Remo Coated Emperor
  • Tom Ludwig Classic Maple 12" x 9" com pele Remo Coated Emperor
  • Surdo Ludwig Classic Maple 16" x 16" com pele Remo Coated Emperor
  • Surdo Ludwig Classic Maple 18" x 16" com pele Remo Coated Emperor
  • Caixa Ludwig 14" x 6,5" Supersensitive com pele Ludwig Clear Coated com Silver Dot (com fita adesiva abafando por baixo da pele)



Percussão:
  • Caixa Ludwig 13" x 3,5" Piccolo
  • Timbale LP 13" x 6,5"
  • Timbale LP 14" x 6,5"
  • Cowbell LP Rock Ridge Rider





Pratos:


  • Paiste 2002 16" Medium Crash
  • Formula 602 Heavy Bell
  • Paiste 2002 19" Crash
  • Paiste 2002 20" Crash
  • 22" Signature Series Dark Ride with Heavy Bell
  • Paiste 2002 20" Medium Crash
  • Paiste 2002 20" Crash




Haviam duas versão da bateria supracitada, uma em "forest green" e a outra na cor "red wine", isso com o intuito de dinamizar a montagem do set do mestre durante a tour. Enquanto ele tocava com uma batera a outra já estava sendo montada em outra cidade, ou outro país.


Como pele de resposta Alex variou entre um modelo com um "joker" desenhado sobre uma pele preta, ou um grafismo em verde, sobre a mesma pele preta para combinar com o modelo "forest green"


Abs.

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