quinta-feira, 1 de abril de 2010

Van Halen: Roubos de Camisas

De WeeklyVolcano.com


Por Geoff Reading em 17 de março de 2010

Roubos de Camisas
É estúpido, mas faz parte de minhas memórias

O Seattle Center Coliseum, como eu disse anteriormente, foi onde eu vi quase todos os shows de rock na minha adolescência e início da minha fase adulta com meus 20 anos de idade na época. Eu sou grato a tudo que eu fiz no passado, e eu tinha o hábito de ir ver os concertos de rock, as vezes eu ficava muito chateado porque os concertos não começavam cedo. Eu perdi grandes shows. Mas eu tinha que ver algumas bandas incríveis. Ver o Van Halen em sua formação original na Turnê de 1984, e ver o The Cars no que seria a sua última Turnê, do álbum Heatbeat City é histórico, visto que essas formações nunca voltaram a tocar desde então. A banda Wang Chung abriu o show para os The Cars. Eles eram grandes. Essa foi a primeira (e talvez única) vez que eu já vi um cara tocar com um kit-bateria totalmente eletrônico.

Eu vi o Billy Squier, junto com o Molly Hatchet, na Turnê do disco que matou a (primeira) carreira do Billy. O vídeo ofensivo tinha nosso homem dançando num quarto - dançando de uma forma nada masculina. Foi muito, muito ruim.

 
Eu vi estas Turnês, nessa ordem: Van Halen Tour 1984, Sammy Hagar I Can't Drive 55 Tour, Van Halen Tour 5150 e David Lee Roth Eat 'm and Smile Tour.

Eram todos grandes shows que eu havia assistido. Aqui estão algumas coisas que marcaram nos shows sobre as quais eu não havia escrito anteriormente. Sammy Hagar era (é?), Conhecido como o "Red Rocker". Na I Can't Drive 55 Tour, havia uma parte do show onde o Sammy pegou várias coisas que tinham sido jogadas no palco pela multidão, como: sapatos, bonés, cuecas ...

De qualquer forma, no final do show eu esperei no local previamente combinado no interior do edifício com o meu compadre. Era inverno, e houve um pouco de neve no chão afora. Logo, eu vi o meu amigo me esperando e se aproximando de mim. Imediatamente, notei que ele tinha apenas um sapato. Ele poderia ter notado e observado - tinha a meia no pé calçada e toda imunda.

Ele explicou que tinha sido jogado para frente pela maioria das pessoas durante o show (isso foi em um dia em que ele foi jogado cerca de 20 pés para frente da multidão e caindo naquele "poço" do palco, como era chamado), e em algum momento ele tinha perdido o seu sapato. Uma vez que isso aconteceu, era muito mais fácil de ficar no meio daquela multidão agitada, com uma pessoa ou outra te empurrando para todos os lados da multidão e você sendo arremeçado naquele chamado "poço" do palco. Ele tinha sido lançado tão forte para frente, que ficou muito próximo ao palco, e que seria capaz de ver tudo.

"Sammy disse: Você sabe que o segundo sapato jogado no palco foi pintado de vermelho?" ele me perguntou.

Eu que havia pintando aqueles sapados de vermelho.

"Esse foi meu", respondeu ele.


Começamos uma longa marcha para sair para fora do local e voltar para o carro. Havia literalmente milhares de pessoas em nossa frente e milhares e mais para trás de nós, caminhando passos como se estivessem com os pés atolados na neve, a maioria estava em silêncio - todos estavam felizes quando viram o show do Sr. Hagar e cia. No meio da nossa caminhada de 20 minutos para voltar para o carro, minha amiga rompe o silêncio e diz para mim "Todas essas pessoas. Cada uma delas. E tudo o que eu consigo pensar é" que todos eles têm dois sapatos."

Outro item da minha lista de possíveis decisões mais idiotas de todos os tempos aconteceu após um show da 5150 Tour. Eu tinha olhado para umas camisas, quando comecei a trabalhar lá dentro, apesar de eu não ter dinheiro. Após o show, eu continuei olhando para as camisas, mas eu não podia pegar. Não foi um presente. A camisa tinha as faixas da guitarra Frankenstrat do Eddie em vermelho e azul e a camiseta era branca com o logotipo 5150 em algum lugar sobre ela. Foi assassino. Eu não conseguia lembrar qual era a história que eu tinha ouvido recentemente que me encheu a noção equivocada de que roubar uma camisa em um concerto seria uma espécie de brincadeira, mas eu tenho certeza de que essa história teve muita repercussão antes dos concertos - quando a multidão ainda era grande e enorme. Em retrospectiva, acho que essa história teve repercussão e foi muito contra aos outros fãns do concerto.

Aproximei-me da mesa da loja Merch e perguntei sobre a camisa. O vendedor (que tinha uma aparência e idade de menos de 65 anos) disse que só tinha tamanho XXL. Não iria caber em mim a camisa. O que estou fazendo? Ele percebeu minha apreensão e confundiu eu com um dos compradores que estavam comprando na loja também, eu peguei a camisa e coloquei ela sobre os ombros, depois veio o vendedor e me ajudou a colocar a camisa. Ele é um bom vendedor. Talvez ele poderia ficar mais na comissão.

Inclinei-me, e eu não sabia o que fazer naquela hora. Mas eu consegui pelo menos suspirar-me nesse momento. Eu encontrei o vendedor e peguntei a ele ", Bem, como é feita essa camisa? " - Ele pegou a camisa e verificou o rótulo para ver se o algodão é 100%, e pensando se ela poderia encolher.

E então eu agarrei a camisa na mão do homem e eu comecei a correr para fora da loja.

Esse era o momento mais fácil de conseguir uma camiseta antes de assistir um concerto na época. E tinha muito poucos lugares para correr e esconder-se, ou até mesmo misturar-se às pessoas que estavam saindo do concerto. Eu estava fodido.

O velho começou a gritar "seu burro, me dê essa camisa". A loja Merch que eu havia roubado era no canto sudeste do edifício. Sem um plano claro, comecei a correr - frequentadores de concertos começaram a esquivar-se de mim e tentando permanecerem quietos. Não havia nada a esconder. A multidão foi rapidamente sobre mim. Eu não tinha pensado nisto. Até o momento eu decidi permanecer dentro do prédio, o que seria uma sentença de morte, havia três rapazes no prédio comprando uma camisa amarela, e o pessoal continuava me perseguindo.

Eu atirei-me para fora da entrada principal, a segurança continuava lá. Depois eu ouvi alguém dizendo "besta!" - era o apelido de meu amigo, e eu ficava irritado poís ele chamava os outros de "besta!" (era praticamente o nosso aperto de mão). Eu olhei para o meu amigo, e ele estava com outro cara sentado esperando por mim. Fiz contato com os olhos com eles, e com as sobrancelhas levantadas, "Não era exatamente o que eu queria fazer, mas eu não tinha outra idéia, você teria alguma idéia?" olhar. Mas eu não tive tempo para parar e pensar.

Eu estava como uma bala confusa e eu comecei a correr. Primeira coisa que eu fiz foi correr para a direita em direção ao pavilhão da bandeira, em seguida, vem a meus sentidos que eu deveria correr à esquerda em direção à fonte. A antiga fonte. Não me lembro de que época era e de que ano era, eu estava fora de si naquele momento. Em quase todos os momentos eu estava correndo, eu pulei cautelosamente o anel externo da fonte velha (nesse momento um policial tinha se juntado à perseguição) saltei a rampa interna que levou eu para a base de baixo - em direção ao jardim gigante Pointy Rock. Em um momento em minha caminhada através dos anéis internos da fonte, eu olhei para cima para ver um policial, eu comecei a olhar sobre o anel externo da fonte - olhando com cuidado para que ele não me visse.

Eu vi um segundo policial, o que me fez pensar o que eu deveria fazer naquele momento, e imaginei, se eu deveria devolver a camisa devolta, ou será que eles simplesmente pararam de me perseguir? Meu coração estava quase explodindo. Meus pulmões estavam em chamas. Em algum momento eu tinha colocado a camisa no bolso de minha calça. Corri o apartamento todo e corri pela grama, passando pelo Centro de Opera House - e saíndo da rua Mercer do Centro. Ainda em pleno Sprint, eu corria na diagonal da rua e eles continuaram me perseguindo.

Mas eu não via ninguém.

Eu estava convencido. Minha mente estava competindo também neste momento. É claro que eles devem ter descobrido uma outra maneira de me pegar. Eles devem ter notado que meus outros amigos estavam me chamando quando eu deixei o local.

Voltei silenciosamente de volta para onde eu tinha estacionado a minha VW Van Besta, eu estava certo de que a qualquer momento as autoridades estavam vindo para me pegar e bater as algemas em mim. Meus nervos estavam em alerta máximo. Afinal, eu tinha roubado uma camiseta de US $ 25 dólares. Eu fiquei o tempo todo sério.

Um ônibus estava estacionado em uma longa fila de carros em uma rua. Não havia nenhuma maneira de conseguir uma boa vista para ver as autoridades vindo - eu resolvi esperar.

Finalmente os meus amigos se aproximaram de mim. Quando eu estava certo de que não tinha ninguém me seguindo, eu deixei um pouco o local e saí para fora dos carros.

"Caraaaaaa !!!!!!!!!!"

Eles conseguiram nos encontrar onde nós estávamos. Eu pensei que nós tinhamos corrido uma distância muito grande e segura. Logo depois, um senhor estava diretamente atrás de mim. Fim da caçada.

Mostrei-lhes a camisa e nós todos concordamos de que deveriamos entregar a camisa devolta, pelo fato dele ter oito tamanhos grande ao nosso, era o senhor (vendedor).

O baterista Geoff Reading - que escreve uma coluna em linha bi-semanal (sextas-feiras) para o Volcano semanal chamado de "Holding Down The 253", além de sua coluna semanal de música na Quarta-Feira - tem músicas tocadas em toneladas de bandas do Noroeste - Green Apple Quick Step, New American Shame, Top Heavy Crush e, mais recentemente Loaded Duff McKagan - citando apenas algumas bandas. Ele percorreu o mundo várias vezes, partilhando o palco com outras bandas, como Slipknot, The Cult, Buckcherry, Korn, Journey, The Sex Pistols, Nine Inch Nails e assim por diante. Ele mora em sua casa, em Tacoma, no Fim do Norte dos E.U.A, desde 2005, e vive com sua esposa e filho.O baterista Geoff Reading - que escreve uma coluna em linha bi-semanal (sextas-feiras) para o Volcano semanal chamado de "Holding Down The 253", além de sua coluna semanal de música na Quarta-Feira - tem músicas tocadas em toneladas de bandas do Noroeste - Green Apple Quick Step, New American Shame, Top Heavy Crush e, mais recentemente Loaded Duff McKagan - citando apenas algumas bandas. Ele percorreu o mundo várias vezes, partilhando o palco com outras bandas, como Slipknot, The Cult, Buckcherry, Korn, Journey, The Sex Pistols, Nine Inch Nails e assim por diante. Ele mora em sua casa, em Tacoma, no Fim do Norte dos E.U.A, desde 2005, e vive com sua esposa e filho.
O Volcano semanal na casa do baterista, Geoff Reading, publica sua coluna semanal de música no site weeklyvolcano.com, toda Quarta-Feira. É chamada "Leitura de Quarta-Feira".

Van Halen - Tour 5150
























































Colaboração: Eduardo Pinheiro, Érico Salutti, Rodrigo Altaf, Simon Holanda, Ricardo 5150.

Nenhum comentário:

Postar um comentário